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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Comédia dell'arte inspira série

DA ENVIADA A GARIBALDI (RS)
Data: 22/02/09

"Jorge! Jorge! Tem um "então" a mais aí no texto!", avisa um dos assistentes de Jorge Furtado no set de "Decamerão". "Corta! Vamos fazer de novo!", diz o diretor aos atores Edmílson Barros e Lázaro Ramos, na última segunda, em Garibaldi (RS). Na série com texto em verso, nenhuma palavra pode ser acrescentada ou suprimida das falas, sob risco de se perder a rima e o ritmo da poesia. "É um texto bem cartesiano. Você precisa dizer cada preposição, cada artigo", explica Drica Moraes, 39, no elenco de sete pessoas de "Decamerão".

São apenas sete os atores, explica Furtado, porque a inspiração vem da comédia dell'arte, forma de teatro popular italiano com personagens recorrentes. São eles: o burguês avarento, interpretado por Matheus Nachtergaele; uma mulher devassa (Deborah Secco); o amante (Lázaro Ramos); um casal de namorados (Daniel Oliveira e Leandra Leal) e um casal de criados (Drica Moraes e Edmílson Barros). "Eles têm como motivação as questões básicas da humanidade: sobrevivência, reprodução e status", afirma o diretor, que se diz um "compulsivo" por Shakespeare, comédia dell'arte e outras comédias -seu cineasta preferido, por exemplo, é Billy Wilder, de "Quanto Mais Quente Melhor" (1959).O tom de humor e farsa permeia "Decamerão".

"De naturalista, já basta a vida", diz Drica Moraes. Sentada sob o sol da locação, onde a temperatura não passou de 15C, a atriz lamenta o fim das novelas de realismo fantástico.Deborah Secco, 29, que estreou na TV aos 15 anos, concorda. "Não se vê mais algo como "Tieta" ou "Roque Santeiro". E a televisão não tem tempo de produzir produtos como essa série", avalia Deborah, que, inclusive, pediu autorização da Globo para ficar afastada de novelas em 2009. Só assim, poderia ser protagonista de "Decamerão".

Fonte: Jornal Folha de SP

terça-feira, 19 de maio de 2009

Gravações de Decamerão prosseguem na Serra


Equipe permanece na região até o fim de maio

Por: Diego Adami diego.adami@pioneiro.com


As gravações da série Decamerão - A Comédia do Sexo seguem em ritmo acelerado no interior de Farroupilha e Garibaldi, na Serra gaúcha. Co-produção entre a Casa de Cinema de Porto Alegre e a TV Globo, a atração tem no elenco nomes como Deborah Secco, Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele, Daniel de Oliveira, Leandra Leal, Drica Moraes e Emilson de Barros.
Dirigida por Jorge Furtado e Guel Arraes, a série tem tudo para atrair os telespectadores: a criatividade dos diretores, o talento dos atores e as paisagens exuberantes da região. Tem ainda o texto em forma de versos inspirado em contos do escritor italiano Giovanni Boccaccio (1313 - 1375). Com foco no humor, as histórias são recheadas de erotismo, sem nunca cair na vulgaridade.
— A sacanagem é sugerida. Não gosto de palavrões. Acho mais legal do que quando é mais explícito, até mais erótico — salienta Furtado.

Fonte: Jornal O Pioneiro

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Time de globais gravam em Bento Gonçalves



Deborah Secco, Matheus Nachtergaele, Leandra Leal e Drica Moraes chegaram na tarde deste sábado a Bento Gonçalves para as filmagens de novos episódios da série Decamerão
— A Comédia do Sexo, da TV Globo. Durante todo o mês, eles vão se revezar em idas e vindas à Serra para captar as cenas no interior de Farroupilha e Garibaldi, sob direção de Jorge Furtado (leia-se Casa de Cinema de Porto Alegre). Durante a semana, Lázaro Ramos e Daniel de Oliveira devem juntar-se ao grupo.
A julgar pelo primeiro episódio, exibido em janeiro, vem coisa boa por aí.


sábado, 2 de maio de 2009

Atores da Globo gravam série na Serra

Atenção, tietes: caneta e bloco na mão! Deborah Secco, Lázaro Ramos, Leandra Leal, Drica Moraes e Edmílson de Barros chegam neste sábado em Bento Gonçalves para dar início, no domingo, às gravações de mais quatro episódios de Decamerão — A Comédia do Sexo, série da TV Globo dirigida por Jorge Furtado e Guel Arraes.


O trabalho leva a assinatura da Casa de Cinema de Porto Alegre, que, durante todo o mês, captará cenas em uma casa na Linha Jansen, interior de Farroupilha, e no distrito de São José de Costa Real, em Garibaldi. Ambos os lugares já serviram de locação para o primeiro episódio, exibido no dia 2 de janeiro.

No decorrer dos trabalhos, juntam-se ao grupo os atores Daniel de Oliveira, Matheus Nacthergaele, Nelson Diniz, Felipe de Paula, Fernanda de Freitas e Antônio Carlos Falcão. Os dois últimos farão participações especiais.

Fonte: Blog Jornal Pioneiro

terça-feira, 28 de abril de 2009

Disney anuncia data da estreia de "O Bem Amado"


Data: 27 de Abril de 2009
Por: Léo Francisco

Baseado na famosa peça de teatro "Odorico, o Bem-Amado ou Os Mistérios do Amor e da Morte" (1962), o texto original de Dias Gomes ganha uma adaptação para os cinemas estrelada por Marco Nanini. Distribuído pela Disney, "O Bem Amado" foi agendado para estrear nos cinemas de todo o Brasil no primeiro dia do ano de 2010.

Com a direção de Guel Arraes ("Auto da Compadecida" e "Lisbela e o Prisioneiro"), o longa, além de contar com a presença de Nanini, terá no elenco Matheus Nachtergale, José Wilker, Andréa Beltrão, Zezé Polessa, Edmilson Barros, Tonico Pereira, Drica Moraes, Maria Flor e Caio Blat.
Na história de "O Bem Amado", o prefeito Odorico Paraguaçu tem como seu grande projeto de governo a criação de um cemitério em Sucupira. Mas ele se depara com um detalhe, já que ninguém morre na cidade. Para conseguir ser bem-sucedido em seus planos, ele não medirá esforços. A adaptação do roteiro foi feita por Claudio Paiva e pelo próprio Guel Arraes.

As filmagens começaram no dia 22 de janeiro desse ano e duraram cerca de 5 semanas. O local escolhido para fazer as cenas externas foi o estado de Alagoas, próximo da capital, Maceió. "O ritmo de gravação foi bem intenso, a gente chegava ao set por volta das 3h da manhã pra receber o roteiro do dia e às 5h já estávamos gravando", informou Raphael Patba, integrante do elenco de apoio do longa-metragem.

A adaptação da obra de Dias Gomes já foi levada à televisão duas vezes pela Rede Globo (1973 e 1980), mas sua primeira versão, de 1973, marcou a história da teledramaturgia, sendo a primeira telenovela em cores exibida no Brasil. Em seu elenco tínhamos a presença de Paulo Gracindo, Lima Duarte e Emiliano Queiroz.

Confira algumas fotos dos bastidores da gravação tiradas pelo produtor e fotógrafo Riva Lisboa e pela fotógrafa Ana Stewart. Nelas podemos conferir o ator Caio Blat e a atriz Maria Flor, além dos figurantes e do elenco de apoio, que participaram da produção.

Fonte: Site Cinema com rapadura


sábado, 7 de março de 2009

Atrizes indicadas a prêmio de teatro dizem representar geração que não é a das Divas


Publicada em 02/03/2009 às 08h33
Leonardo Lichote


São Paulo - O talento e a condição de indicadas ao Prêmio Shell de Teatro - a cerimônia de anúncio dos vencedores será no dia 10 de março - permitem que o termo "estrelas" seja aplicado a elas. As atrizes Cristina Flores, Drica Moraes, Gláucia Rodrigues, Patrícia Selonk e Susanna Kruger, porém, se sentem mais à vontade mais perto do chão.


Confira abaixo o vídeo com as indicadas ao prêmio de melhor atriz:

(Créditos: Jornal O Globo)



- Temos uma visão do teatro diferente de gerações anteriores, das atrizes-divas, que esperavam grandes papéis. Nossa realidade não é essa, somos operárias - define Drica. - Não tem essa de brilhar o tempo todo.
Cristina conta uma história que viveu com sua companhia que ilustra bem essa relação com o teatro despida de glamour:
- Trabalhamos muito em espaços não convencionais, o que significa que eventualmente usamos banheiros não convencionais. Uma vez, estávamos num buraco, onde encenávamos uma peça, e me deu muita vontade de fazer xixi. Fui ficando desesperada, até que falei para o diretor: "Ivan (Sugahara), me consegue uma latinha, por favor". Ele: "Ah, Cristina, você está ficando estrela". Foi o mais próximo que cheguei do termo.


Líderes e comandadas

Os risos das colegas denunciam que, sim, elas se identificam com a situação. E o fato de todas serem atrizes de companhias é uma chave para entender essa identificação. Cristina é dos Dezequilibrados ("Memória afetiva de um amor esquecido"); Gláucia ("O santo e a porca"), da Limite 151; Susanna ("Casa de Laura"), da Atores de Laura; Patrícia ("Inveja dos anjos"), da Armazém; Drica ("A ordem do mundo"), da Cia. dos Atores - apesar de ter sido indicada por um projeto fora do grupo.
- A companhia dá autonomia. Você aprende a fazer, mete a mão em tudo - explica Cristina.
Drica aponta outro aspecto:
- O jogo da companhia é saber ser líder e ser comandado.
Para Patrícia, o pertencimento a uma companhia foi fundamental para que elas se desenvolvessem como atrizes.
- Esse tipo de envolvimento com o teatro acaba se refletindo no palco. Não é uma coincidência que nós cinco sejamos atrizes de companhias. São trabalhos consistentes.
A trajetória de atrizes-operárias dá consistência, autonomia... A popularidade, porém, é relativa. Drica é a única delas que, por seus papéis na TV, tem um rosto mais conhecido. Elas brincam com a relação com a fama quando Patrícia fala do prazer de ser parada no mercado por alguém que viu uma peça sua.
- A gente tem vontade de dizer: "Anota meu telefone, queria te convidar para meu aniversário" - diz Drica.
Susanna, que foi indicada por sua atuação em "Casa de Laura", conta da satisfação de poder se apresentar para pessoas que normalmente não vão ao teatro. A peça, que conta a história de Laura Alvim, é encenada nos cômodos da Casa de Cultura que pertenceu à sua personagem:
- Pude fazer o espetáculo para todos os funcionários da casa. É muito legal ver a faxineira dizer: "Tô indo limpar a sua casa".

Público pouco curioso

Entra em pauta na conversa a falta de curiosidade do público carioca. Se Patrícia vê melhora desde a instalação do Armazém no Rio, há 11 anos ("Nosso público aumenta a cada ano") e Cristina aponta que há espaços onde as plateias são curiosas ("O Oi Futuro, mesmo o CCBB"), Drica, Susanna e Gláucia observam que há pouco espaço para o que não seja musical ou comédia ligeira.
- Tudo interfere. Pelo preço do teatro hoje, você só vai a uma peça de seis em seis meses. E quer ir no certo: "Vou rir" - analisa Gláucia. - Eu só faço comédia, se não, eu me atolo em dívida. Fiz "A moratória", que é espetacular, em 2001. Foram dois meses e mais nada. Não tinha gente. Meus filhos mesmo falavam: "Ah, mãe, que baixo-astral".


Fonte: Jornal O Globo