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quarta-feira, 22 de outubro de 2008


AGENDA :

BRASÍLIA 03/10 a 26/10 no CCBB

VITÓRIA 4, 5 e 6/11 no Teatro UFES ás 20:00hs

GOIANIA 15 ,16/11 na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás.

PORTO ALEGRE ( POA)
SEX e SÁB às 21h e DOM às 18h.Theatro São Pedro

21, 22 e 23 de novembro
Platéia: 50,00
Camarote Central: 40,00
Camarote Lateral: 30,00
Galeria Central: 20,00
Galeria Lateral: 20,00

Platéia: 50,00Camarote Central: 40,00Camarote Lateral: 30,00Galeria Central: 20,00Galeria Lateral: 20,00

terça-feira, 14 de outubro de 2008

A atriz Drica Moraes mostra, no palco, o resultado da disciplina e do estudo


Na adolescência, o desafio era se expor. Gordinha, CDF, com olheiras carregadas, tinha pouquíssimos amigos. Na verdade, gostava mesmo era de ser sozinha. Até que, aos 12 anos, descobriu o palco no Colégio Andrews, na Zona Sul do Rio de Janeiro. “O teatro foi uma onda libertadora de alegria, despudor. Eu tinha muita arte em casa. Meu pai era arquiteto, me ensinou a desenhar, a tocar piano, mas faltava uma cara-de-pau, um desabrochar”, conta a carioca Adriana Moraes Rego Reis, batizada por um dos seis irmãos de Drica, quando ela tinha 2 anos.
Se o frio na barriga que surgia ao tentar se socializar era incômodo, a sensação atualmente a estimula. Principalmente, antes de entrar em cena no primeiro monólogo da carreira, A ordem do mundo, em cartaz na capital até o dia 26. “O medo vem sempre em parceria com a coragem. Um monólogo parece exigir perfeição, você não pode errar, ter um branco. Mas, depois da estréia, aprendi a lidar com a imperfeição. Quando vai começar o espetáculo, já penso: ‘Hum, o que será que vai dar errado hoje?’”, conta, sorrindo.
Conviver com o imperfeito parece mesmo ser um aprendizado, ao longo de duas décadas, para a atriz de 39 anos, cuja trajetória é marcada, pelo menos para os amigos, pelo perfeccionismo e pela disciplina. “Ela estuda bastante os textos. Durante os ensaios de A ordem do mundo, se eu não dissesse ‘chega’, ela não pararia mais”, lembra o diretor da peça, Aderbal Freire-Filho. Essa ênfase nas minúcias valeu o reconhecimento da autora da peça, Patrícia Melo. “Com sua capacidade dramática e seu virtuosismo cômico, Drica conseguiu atingir o equilíbrio da personagem. Ela criou uma interpretação cheia de pathos e verdade”, acredita a escritora, que prepara novo romance. “A Drica é muito detalhista. Se atém bastante ao cabelo, à maquiagem, fica horas se arrumando. Se não fosse atriz, seria uma ótima dona de salão de beleza”, emenda o ator Marcelo Olinto, responsável pelo figurino do espetáculo.
A amizade dos dois é antiga: eram vizinhos na infância, estudaram juntos no Andrews e se encantaram ao mesmo tempo pelo teatro. A ponto de se matricularem, em 1982, na escola de teatro O Tablado e criarem, em 1988, a Cia. dos Atores, com mais seis amigos. Pela companhia, Drica atuou em montagens de sucesso, como A morta, de Oswald de Andrade, e o musical Pianíssimo, de Tim Rescala. “Pianíssmo foi inesquecível. Eu fazia uma menina de 7 anos, que tocava piano em cena e cantava muito. Era ótimo para as crianças”, recorda-se. Na época, em 1993, a atriz ganhou os prêmios Coca-Cola e Mambembe pela peça, dirigida por Karen Acioly.
“Sou chique, bem”
Dos palcos para a tevê foi um pulo. Atriz coringa de autores como Walcyr Carrasco, ela viveu personagens marcantes em 10 novelas, como a manicure Márcia, de Chocolate com pimenta, caipira deslumbrada e fofoqueira que vivia repetindo “eu sou chique, bem”. “Foi a personagem que me marcou mais. É bom fazer televisão. Apesar de ser cansativo, por ter vários meses de gravações, trabalhar na tevê é um ótimo exercício de velocidade”, acredita ela, que também participou de programas como Os aspones e da minissérie Queridos amigos.
Quando não está atuando, Drica gosta de ficar em casa com o marido, o produtor cultural Raul Schmidt, e cinco cachorros. “Minha casa é o melhor lugar do mundo. Volta e meia, tô atracada com faxina, pano e escada. Sempre arrumando coisas.” A agenda também é reservada para viagens. Há pouco tempo, retornou de um período de dois anos em Londres. “Fui acompanhar meu marido, que foi a trabalho. Aproveitei para aprimorar o inglês, estudar cinema e fazer um curso de culinária”, conta a artista, cujas especialidades gastronômicas são cuscuz marroquino e moqueca capixaba.
Além do monólogo, que segue em turnê até o ano que vem, a atriz está escalada para o elenco de Decameron, série dirigida por Guel Arraes e que será gravada no fim de 2008. E prepara-se para viver a psicanalista Nise da Silveira, em filme produzido pela TV Zero. “Ainda é um projeto embrionário, em fase de elaboração de roteiro. Espero que saia no próximo ano. É bem interessante.” Outro plano para 2009 é aumentar a família. “O ano promete! Vou ter de exercer muito essa personagem autoritária, que dá broncas. Sou tão doce que tenho medo de virar uma mãe boba. Vou exercitar o chicote”, diverte-se a atriz, que já ilustrou um livro infantil sobre fadas e gnomos.
Fonte: Divirta-se
Letícia de SouzaDo Correiobraziliense.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

CCBB apresenta Drica Moraes em seu primeiro monólogo



Com direção de Aderbal Freire-Filho, peça inédita de Patrícia Melo aborda questões universais do ser humano contemporâneo

Desde o dia 3 está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília a comédia dramática A Ordem do Mundo. Escolhida para ser levada aos palcos por Drica Moraes, a peça tem direção de Aderbal Freire-Filho e é o primeiro monólogo da atriz. O texto aborda questões cotidianas e existenciais do ser humano contemporâneo sob a visão feminina.

A personagem é uma mulher contemporânea culta e inteligente. Uma pesquisadora que tem como profissão fictícia ler todos os jornais, analisar e classificar as notícias, numa tentativa de entender e ordenar o mundo. Todos os assuntos são fontes de trabalho: economia, política, meteorologia, desastres ambientais, obituários, atentados internacionais e o que mais estiver em pauta no dia. Apesar de ser muito pessimista, ela vê o mundo com humor corrosivo e sarcástico. Dividida entre a vida profissional e pessoal, acaba se utilizando dos mesmos critérios usados no trabalho para análise de suas situações cotidianas, das questões familiares e dos relacionamentos amorosos.

O cenário mistura elementos antigos, novos e futuristas. O local de trabalho da personagem é misterioso, lembrando tanto uma repartição pública, quanto um escritório abandonado. Observada o tempo todo por câmeras que reproduzem os seus movimentos por monitores de televisão, a personagem trabalha entre pilhas e pilhas de jornais espalhados pelo local. A Ordem do Mundo traça um panorama bem-humorado e corrosivo da sociedade atual sob a ótica de uma mulher contemporânea apontando para o futuro.

Serviços
Temporada de 3 a 26 de outubro de 2008. De quinta-feira a sábado, às 21h e domingo, às 20h.
Preços: R$ 15,00 e R$ 7,50 (meia entrada para estudantes, pessoas com mais de 65 anos e correntistas do BB)
Horário de funcionamento da bilheteria: das 9h às 21h, de terça a domingo.
Classificação indicativa: não recomendado para menores de12 anos.
Gênero: Comédia dramática.

Fonte : Rodrigo Machado - Assessor de Comunicação
Da Redação

sábado, 4 de outubro de 2008

Monólogo de Drica Moraes é destaque no CCBB


A atriz Drica Moraes leu os esboços do espetáculo A Ordem do Mundo, em Londres, onde morou por quase dois anos depois do recente casamento. “Estava parada por uns tempos, querendo muito voltar aos palcos. Então, comecei a mandar e-mails para vários amigos autores”, lembra. A identificação com o texto da escritora Patrícia Melo (Inferno), que estréia nesta sexta, na cidade, foi imediata. “Gostei do estilo da peça e do tema, abordando coisas que me comovem”, destaca a artista, que pela primeira vez, em 20 anos de carreira, encara o desafio de protagonizar um monólogo. A provação foi grande. “Cresci muito como atriz, mas acho que o próximo vai demorar um pouco”, brinca.

Com direção de Aderbal Freire Filho, um dos nomes mais expressivos do teatro brasileiro, A Ordem do Mundo explora os conflitos existenciais da sociedade moderna. No palco, enquadrada dentro de um cenário misterioso, que remete tanto ao passado quanto ao futuro, a atriz encarna uma mulher inteligente e culta, que tem a difícil missão de entender e organizar o caos que nos cerca.

Todos os problemas e imbróglios da humanidade são capturados pelas notícias dos jornais, mas filtrados por uma ótima feminina. É a deixa para a agridoce discussão sobre a condição humana, questões pertinentes do cotidiano, como o excesso de informação que nos massacra. “Ficamos burros ao saber muito”, constata. “É um texto que fala da necessidade do homem em voltar a acreditar na humanidade. Não é uma comédia popular e, sim, uma comédia refinada no sentido do bom teatro”, destaca.
Fonte: Divirta-se

sábado, 20 de setembro de 2008

A dona da história


Raquel Gonçalves
da Redação

A atriz Drica Moraes traz para o ceará o monólogo A Ordem do Mundo. Em entrevista ao Buchicho, ela fala sobre o espetáculo e sua carreira na televisão.
20/09/2008

Sobre o palco há 26 anos, a carioca Adriana Moraes Rego Reis chegou ao trabalho mais desafiador de sua carreira. Em seu primeiro monólogo, A Ordem do Mundo, dirigido pelo cearense Aderbal Freire-Filho, Drica vive Helena, uma personagem cheia de paranóias e com um desejo enorme de mudar o mundo. O espetáculo encerra hoje o 15º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga e se apresenta amanhã em Sobral. A previsão é que ele faça temporada também em Fortaleza no próximo fim de semana. Nele, a personagem Helena revela um pouquinho da atriz, que diz estar vivendo um crescimento profissional violento neste papel. Drica Morais, como ficou conhecida, aos 39 anos, revela-se uma mulher simples, discreta, confiante, cheia de projetos e apaixonada pelo teatro.

Com um talento fascinante desde cedo, Drica estreou no teatro aos 13 anos em Os 12 Trabalhos de Hércules e fez Top Model, sua primeira novela, aos 19. Ainda criança, pensou em ser desenhista. A habilidade com o lápis estava entre as muitas de menina. Cantou, dançou, tocou piano, instrumentos de percussão, fez circo e até ginástica olímpica. Na adolescência, aos poucos, foi trocando estas atividades pelos palcos e se dedicando por inteiro a arte de atuar.

Leonina, de 29 de julho, Drica nasceu no Rio de Janeiro em 1969. Está casada com Raul Schmidt e não fala sobre sua vida privada. Tira o chapéu para o trabalho artístico de Matheus Nachtergaele e Malu Galli. Montou com os amigos seu próprio grupo de teatro, a Cia. de Atores. Em entrevista ao O POVO, por telefone, ela falou sobre sua trajetória profissional, teatro, televisão e seu novo espetáculo, A Ordem do Mundo.

O POVO - Além de atuar, você possui outras aptidões: cantar, dançar, tocar piano, instrumentos de percussão, circo, desenhar. A qual delas você se dedica com mais afinco?
Drica Moraes - Na verdade, essas minhas outras aptidões eu desenvolvia mais quando criança. Estou até com peso na consciência com essa pergunta... (risos). Eu desenhava e tocava quando era adolescente. Eu fiz uma peça onde eu tocava piano ao vivo. Pianíssimo, em 93, dirigida por Karen Accioly. Ganhei alguns prêmios com essa peça. Atualmente, faço somente atividade física. Eu corro e faço yoga.

OP - Você começou atuando aos 13 anos, no espetáculo Os 12 Trabalhos de Hércules, no qual foi possível mostrar seu talento. A partir de então, surgiram outros convites para novelas e seriados, mas sem abandonar o teatro. Como foi esta transição entre teatro e TV? Como você lida com estes dois meios?
Drica - Eu comecei no teatro. Fiz várias peças, ainda amadoras. Pelo próprio volume delas, acabei me profissionalizando. Minha mãe sempre tinha que pedir autorização do juizado, porque eu era menor, e aquela coisa toda. Com 19 anos, fiz minha primeira novela: Top Model. Daí começou essa vida híbrida. Logo depois, eu montei com uns amigos a Cia. de Atores. Éramos amigos de teatro, de tablado e então minha vida sempre foi distribuída entre as novelas e o teatro.

OP - Qual a diferença entre atuar na TV e no teatro?
Drica - São tantas as diferenças. Basicamente é a noção do todo. Na TV não se tem esta noção. A televisão tem uma tentativa de aproximar a interpretação do que é o próprio ator. A gente não cria tons de vozes diferentes dos nossos, não tem um jeito de caminhar diferente dos nossos, por exemplo. A técnica de interpretação naturalista se aproxima muito do cotidiano, de como as pessoas falam, se comportam, se vestem, se relacionam. Isso é uma facilidade da televisão. O difícil da TV é o volume de trabalho, que acaba sendo maior que no teatro. Não se tem fim de semana, não se tem feriado pelo número de horas que se grava, quando a gente está numa novela, por exemplo. No teatro, tem que trabalhar o instrumento vocal e o preparo físico. Você tem que ter um acompanhamento muito mais próximo do teu personagem. Isso te afasta do comportamento cotidiano atual. Você pode trabalhar com vários estilos de interpretações. Existem peças de várias ordens. Aquelas que você trabalha com o realismo fantástico, mímica, circo, musicais, melodrama, teatro-dança. Há um monte de tangentes. O teatro abraça mais variedades, mais estilos.

OP - A Ordem do Mundo, depois da estréia em março, no Rio de Janeiro, entrou em turnê pelo País. Qual a sua leitura desse espetáculo dentro da sua carreira?
Drica - Um monólogo é uma possibilidade de expandir todas as percepções sobre você mesma, refletir sobre sua profissão. Você supera seus limites e os respeita também, diariamente. É realmente um crescimento violento principalmente quando você escolhe estar ali. A Ordem do Mundo foi uma escolha legítima minha, portanto me traz um crescimento muito grande como artista, como gente, como profissional de teatro.

OP - Qual a semelhança entre a Drica Morais e a personagem Helena, de A Ordem do Mundo?
Drica - Helena é uma pessoa que tenta traçar a ordem no mundo com a leitura de jornais. Ela tem todos os problemas que nós temos. E tem vários aspectos tangentes a mim. Esse excesso de informação com que somos bombardeados, nossas limitações para transformar esse turbilhão em algo produtivo. É uma peça que trata do ser humano e tem total aversão também. Fala de impaciência. Ainda que eu seja paciente e tolerante, eu me identifico um pouco com essa característica. Acho que as ansiedades da personagem... A gente tem sempre um Lexotan ali perto para acalmar. Às vezes também sou adepta da tarja preta (risos).

OP - Quais suas expectativas para a turnê no Ceará?
Drica - Eu estou na maior expectativa, super ansiosa. Dentro da turnê, depois de Curitiba, é a primeira cidade grande. Quero saber como as pessoas vão reagir. Creio que é um tema que toca todos nós, principalmente as mulheres. Adoro Fortaleza, fui há muito tempo... Acho que em 90, 91 e nunca mais voltei. Vai ser um prazer retornar.

OP - Qual o papel mais desafiador de sua carreira?
Drica - Sem dúvida, A Ordem do Mundo. Parece que eu bati um recorde olímpico.

OP - Você aconselha jovens atores a iniciarem suas carreiras pelo teatro ou pela TV?
Drica - Talvez o teatro forme melhores cabeças na área, trabalhe mais as essências da atuação. A televisão traz um retorno mais imediato ao sucesso, mas, a longo prazo, ela não forma grandes artistas. O teatro é sempre um belo começo. Mas eu sou totalmente parcial porque eu vim do teatro. Então, tenho mais provas de bons artistas vindos do teatro do que da TV. Mas isso não deixa de ser um pouco de preconceito meu também.

OP - Você já recebeu convites da Record? Drica - Não. OP - Qual a sua avaliação da dramaturgia na Record?
Drica - Nem tenho acesso, não assisto. Ouço falar, mas não acompanho.

OP - Você fez muito sucesso na TV com papéis cômicos. Como você lida com esse gênero?
Drica - Eu adoro comédia. É delícia de fazer, tem a ver comigo, tem a ver com meu jeito, como eu encaro as coisas. É muito prazeroso. Mas sempre no bom contexto, cercada de pessoas boas. Comédia pela comédia, pra mim, não faz muito sentido. Tem que ser a comédia com o drama. Comédia no sentido do patético, do ridículo do ser humano. O ser humano em crise, com fatores que levem ao drama. O comediante trata esses temas rindo de si mesmo, em situações limites. Esse é o comediante. O ator dramático é aquele que se leva a sério. Você tem sempre que levar a sério, mas no fundo, tem um sorrisinho no canto de boca, rindo daquela situação.

OP - Você é uma pessoa discreta e que não gosta muito de assédio. Qual foi um dos maiores inconvenientes que você já teve com a imprensa?
Drica - Não tenho tantos, não. Eu fujo muito, não apareço muito nos lugares. Acho que só é invadido quem procura. Quando você não procura, você não sofre essa ressaca. Geralmente, quando você está mais em evidência, numa novela, a coisa piora. Mas comigo é muito tranqüilo. Eu, que faço novelas esporadicamente, não sinto tanto.

OP - Quais personagens você teve maior reconhecimento do público nas ruas?
Drica - Chocolate com Pimenta, em que eu fazia uma caipira, O Cravo e a Rosa, Os Aspones.

OP - Quais são seus planos e projetos para 2009?
Drica - Carregar A Ordem do Mundo pra São Paulo no primeiro semestre. Tem um projeto embrionário de um seriado na Globo, mas ainda não dá pra falar muito não. Será algo em torno de seis episódios. Posso dizer somente que é algo do núcleo do Guel Arraes e do Jorge Furtado, com um elenco bem legal.

SERVIÇO A ORDEM DO MUNDO - Hoje (20), às 20h30min, no Teatro Municipal Rachel de Queiroz, em Guaramiranga.
Ingressos: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia). Info: (85) 3321 1270.
Amanhã (21) a apresentação acontece às 20 horas no Teatro São João, em Sobral. Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos na bilheteria uma hora antes do espetáculo. Info: (88) 3611 2712. Está prevista uma temporada do espetáculo em Fortaleza no próximo fim de semana (dias 26, 27 e 28/9), no Teatro Celina Queiroz (Unifor). A confirmar. Info: (85) 3477 3033

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Caderno 3- As ordens do mundo


Com direção do cearense Aderbal Freire-Filho, atriz Drica Moraes encerra amanhã XV Festival de Guaramiranga



Depois de nove dias de programação, com apresentação de 40 diferentes montagens, o Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga fecha amanhã as cortinas de mais uma edição.
Para a noite de encerramento, está confirmada a visita da atriz Drica Moraes. Em cena, a partir do texto da escritora paulista Patrícia Melo — famosa por seus romances policiais e incursões pelo cinema, em filmes como “O homem do ano” (2003) e “O Xangô de Baker Street” (2001) — e direção do cearense Aderbal Freire-Filho, ela vive e sofre as dores de Helena. “Uma mulher obstinada em organizar o mundo, ordenando as informações, separando o que é bom do que é ruim”, resume a intérprete, em entrevista por telefone.

Em seu primeiro monólogo, Drica Moraes diz que sua personagem a seduziu, sobretudo, pela contemporaneidade de seu perfil.“Ela é isso tudo que nós todos somos. A minha personagem, quando se dispõe a organizar o mundo, na verdade, está querendo organizar seu mundo interior. Ela vive um caos pessoal que nos aproxima atualmente”, considera. Em “A ordem do mundo”, a dramaturgia de Patrícia Melo dá conta de uma realidade que parece não conviver bem consigo própria. Helena tem como trabalho — uma missão de vida, isso, sim — a responsabilidade por catalogar as informações publicadas pelos jornais, procurando, no popular, separar o joio do trigo. Infelizmente, o resultado não é lá muito proveitoso.“A gente lê diariamente quilos e quilos de jornal e essa informação toda não nos serve de nada. É como se o mundo fosse o mesmo dia após dia. Os escândalos se repetem, as guerras também parecem todas iguais... A gente meio que convive com uma certa frustração com essa ordem do mundo em que a gente aparentemente sabe muito, tem muita informação, mas tem pouco resultado prático de todo esse excesso”, justifica Drica Moraes.

Para além dessa angústia comum, a atriz observa que a peça adquire grande comunicabilidade com a platéia pelo fato de Helena ser uma personagem de hábitos corriqueiros.“Embora ela tenha essa pretensão de salvar o mundo. Para a Helena, a função que ela exerce é extremamente importante e necessária, ela é uma pessoa que sofre essas dores nossas do dia-a-dia”, pontua. “Enquanto ela se esforça em ordenar a humanidade, praticamente se perdendo em meio a pilhas e pilhas de jornal, se sentindo praticamente uma cientista, ela sofre com a demora do filho em voltar para casa, com o namorado que não liga e até com uma unha quebrada. Ela é uma mulher normal, que faz do mais banal um recurso de reflexão científica”, completa Drica Moraes.

Com muito humor, marca central de sua performance, a atriz tem arrancado aplausos por todo o Brasil com “A ordem do mundo”. Desde a estréia no último Festival de Teatro de Curitiba, em março, o espetáculo cumpriu temporadas seguidas no Rio de Janeiro, cruzando Capital e Interior do Estado. No Ceará, a montagem crupe percurso semelhante, passando por Guaramiranga já com agenda confirmada para Sobral (Teatro São João) e Fortaleza (Teatro Celina Queiroz, da Universidade de Fortaleza).

ENTREVISTA DRICA MORAES*

A gente lê quilos de jornal e essa informação não serve de nada´

O que está em jogo no momento em que um ator decide por um monólogo?

DM: O monólogo é um dos maiores desafios que o ator se impõe. Estar sozinho em cena, contracenar consigo próprio, exige muito do ator. Quando comecei a produzir “A ordem do mundo”, não estava interessada necessariamente por um monólogo. Queria uma peça de poucos personagens. Mas acabei me encantando pelo texto da Patrícia Melo. Essa mulher que ela põe em cena carrega um problema tão contemporâneo que resolvi aceitar esse desafio.

No espetáculo, sua personagem meio que funciona como uma crítica à tal sociedade da informação...

DM: Ela é isso tudo que nós todos somos. A gente lê diariamente quilos e quilos de jornal e essa informação toda não nos serve de nada. É como se o mundo fosse o mesmo dia após dia. Os escândalos se repetem, as guerras também parecem todas iguais... A gente meio que convive com uma certa frustração com essa ordem do mundo em que a gente aparentemente sabe muito, tem muita informação, mas tem pouco resultado prático de todo esse excesso. A minha personagem, quando se dispõe a organizar o mundo, na verdade, está querendo organizar seu mundo interior. Ela vive um caos pessoal que nos aproxima atualmente.

“A ordem do mundo” tem direção do cearense Aderbal Freire-Filho. Como foi a parceria de vocês?

DM: A melhor possível. O Aderbal é hoje o melhor diretor de teatro deste País. Foi uma honra trabalhar com ele. A direção do Aderbal é muito ágil e muito generosa. Ele tem uma consciência muito grande das nossas possibilidades e limitações como ator. No meu caso, por exemplo, nós trabalhos muito uma certa desnaturalização da personagem. A televisão, onde tenho trabalhado mais recentemente, apesar de fazer parte da Companhia dos Atores há mais de 20 anos, torna a nossa postura muito naturalista e o Aderbal me exigiu uma mudança nesse sentido. Com isso, a peça assume uma outra dimensão.

*Atriz

MAGELA LIMA
Repórter

Fonte: Diário do Nordeste

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Drica Moraes bota "Ordem no Mundo" e público aprova


Publicada em 13/09/2008 às 10h53m / Adriana Freitas

ANGRA DOS REIS - Notícias sobre mortes, crimes, tragédias e corrupção... Pilhas de jornais que narram os mais variados acontecimentos da atualidade são os instrumentos de trabalho de uma pesquisadora que pretende entendê-los. Para, posteriormente, tentar encontrar equações que definam regras e uma lógica entre os fatos - nada menos megalomaníaco do que propor "A Ordem do Mundo". Este é o título do primeiro monólogo estrelado pela atriz Drica Moraes que lotou a tenda Transpetro, na noite de sexta da Fita.

Confira a fotogaleria de "A Ordem do Mundo"

Numa excelente atuação, Drica faz a platéia pensar, rir e até mesmo se questionar pelo papel desempenhado por cada um no mundo de hoje.

- Somos bombardeados continuamente por um excesso de informação. E não sabemos direito o que fazer com tudo isso, o que gera uma ansiedade e um distanciamento. Todo o avanço tecnológico de hoje também conduz a uma perda de identidade - disse após o espetáculo, em seu camarim.

Para ela, a peça (com texto de Patrícia Melo e dirigida por Aderbal Freire-Filho) é também uma homenagem às mulheres.

- Minha personagem encarna vários tipos femininos. É um gira, depois de um monólogo qualquer um pode abrir um terreiro de umbanda - brinca.


Drica Moraes faz Angra rir e refletir

No monólogo "A Ordem do Mundo", consagrada atriz interpreta uma pesquisadora que quer entender e resolver as mazelas do dia-a-dia


Fonte: O Globo